B: The Beginning (Netflix) – Resenha

B: The Beginning

Ano de exibição: 02 de março de 2018
Título Original: B: The Beginning
Criador: Kazuto Nakazawa
Estúdio: Production I.G
Avaliação: ★★★☆☆ (Bom)

Lançado recentemente pela Netflix, B: The Beginning é um anime que mistura muita coisa em uma só. Uma trama policial com sobrenatural, misturado com influencia de outros gêneros. Por fazer isso se cria a ideia de que a obra é ruim ou que não cativa, porém é o contrario. A trama se passa em uma cidade que lembra muito Mônaco. A RIS (Força Policial Real) investiga uma série de casos de assassinatos que possa girar em torno de uma pessoa, Killer B, que por onde passa deixa sua assinatura (a letra B um tanto quanto estilizada). Para ajudar nesse complexo caso, o excêntrico e renomado policial Keith Flicker volta para o RIS e encontra uma polícia reformulada.

Duas estórias acontecem em paralelo em B: The Beginning, porém elas se interligam em dado momento de uma forma muito intrigante. Claramente há dois protagonistas no anime. Koku, um jovem destinado a ser o “rei” de acordo com a lenda e que lida com todo o lado sobrenatural que acontece na narrativa. E Keith, apelidado de Genie (apelido para gênio), que volta para a mesma cidade depois de alguns anos e lida com o drama policial.

O começo da estória não entrega tanto interesse, mas com o passar dos episódios a animação vai ficando cada vez melhor. Toda a trama policial e de suspense mostra-se muito melhor trabalhada no anime. As estórias são mais interessantes e curiosas de acompanhar. Por parte do sobrenatural há uma espécie de cientologia e um grande mistério que só se é entendido pelo final da obra. Ela te entretém mais pelo um contexto histórico do que o que irá acontecer dali para frente.

Há no background de B: The Beginning uma discussão sobre corrupção tanto política quanto de princípios pessoais. O que é necessário fazer em uma luta contra o que o personagem quer realmente fazer. O anime aborda isso de uma forma bem trabalha, quase não declarando isso abertamente, tudo isso com muito sangue. A estória, até mesmo por começar a partir de uma série de assassinatos de um serial killer, demonstra uma boa quantidade sangue derramado.

Tudo se é respondido até o final do anime, por conta disso não fica a dúvida no ar se terá alguma continuidade ou não da estória. B: The Beginning acaba prendendo o espectador muito mais pelos casos sendo descobertos e o entendimento do plano e dos vilões, do que pelas lutas. O Plot Twist é um bom exemplo disso. Mesmo não sendo o que mais chama atenção, as cenas de lutas são bem construídas (sugere-se que seja por conta do estúdio, o mesmo que desenvolveu Shingeki no Kiojin). Mesmo que seja uma daquelas obras que no primeiro ou segundo episódio não te prenda, o anime em si é bom e merece a chance de continuar pelos outros capítulos.

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Análise Crítica
Data
Título Original
B: The Beginning
Nota do Autor
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