Death Note Netflix| Resenha

 

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Ano: 2017
Título Original: Death Note
Dirigido por: Adam Wingard
Avaliação: ★★☆☆☆(Regular)

O novo filme de Death Note que é uma obra da Netflix já nasceu polêmico, pois desde seus trailers notava-se que muitas coisas seriam diferentes, a começar por L ser negro, Misa ser Mia e Light estar diferente e etc.  Então a reação dos fãs do mangá e do anime ( que é com certeza uma das melhores coisas já feitas, já que tanto o anime/mangá sempre figuram no topo das listas e rankings), ficaram bem preocupados, pois aquilo não parecia o Death Note com que estão acostumados, e assim alguns fantasmas de outras adaptações (Dragon Ball Evolution) começaram a assombrar e cochichar no ouvido deles, que o novo filme da Netflix seguiria o mesmo caminho. Então antes de ler a nossa resenha, peço que respirem fundo caros leitores do Meta Galáxia, pois esse é um assunto que exige muita calma nesta hora. Pois o filme como adaptação é bem ruim, mas assim… ruim mesmo! Mas como filme em si, é até que bacana. Ficou confuso né? Bom vamos explicar os porquês disto logo abaixo.

O que acontece neste novo Death Note da nossa adorada Netflix, é que a obra utiliza a premissa básica para contar uma nova história e não simplesmente adaptar ao pé da letra a obra original. Não é a mesma história com novas soluções e elementos que tomam novos rumos. É uma nova narrativa que tem o mesmo ponto de partida do original, que é quando o adolescente Light (Nat Wolff) acaba encontrando acidentalmente o caderno Death Note, que foi deixado por Ryuk (William Dafoe), que é um shinigami, um deus da morte que explica ao garoto que toda a pessoa que tem o nome escrito no caderno irá morrer, e que há diversas regras sobre ele. Logo Light começa a fazer o justiça de acordo com os seus ideais, assim matando vários criminosos. Então corrompido por esse novo “poder” ele acaba agindo como um deus, determinando quem vive ou não. Quando as coisas começam a sair de controle, o detetive L (Lakeith Stanfield) começa a caçar o responsável por isso.

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Como dissemos antes, sob olhar de uma adaptação, o filme deixa muito a desejar. Qualquer fã que tenha visto o anime ou lido mangá com certeza vai se sentir ofendido em algum momento, por estarem “fazendo errado”. E realmente, não é errado achar isso, já que o filme leva o nome de Death Note e seus personagens carregam também seus nomes, então acaba sendo inevitável não “cobrar” mesmo que de forma não proposital que estes personagem sejam aqueles que conhecemos. As personalidades de Light, L são bem diferentes aqui. Ainda sob a ótica de adaptação, talvez o único que se salve é Ryuk, pois ele tem aquela essência de sarcasmo, de gostar de ver o circo pegar fogo, mas no filme ele ganha até mais destaque, o que é bem legal. Ou seja, se o espectador que já viu a obra original for assistir com essa expectativa de reencontrar velhos conhecidos, vai quebrar a cara.

Agora vendo sob uma nova ótica, esquecendo que é uma adaptação literal e sim uma nova narrativa que apenas se aproveita dos principais elementos de Death Note, o filme pode agradar. Por exemplo, quem não conhece Death Note e assisti o filme pode sim achar interessante, pois é um longa que apresenta os conceitos básicos deste universo. Então olhando ele somente como filme, ele funciona apesar de claro, ter várias falhas, principalmente quanto a ritmo (falta um pouco mais de tempo de tela para aprofundar um pouco mais os personagens e assim criar os conflitos), trilha sonora (as músicas escolhidas não casaram muito bem, ficando assim alguns momentos estranhos) e pela atuação não tão convincente dos atores protagonistas, Nat Wolff e Margareth Qualley  respectivamente os Light e Mia. Eles deixam um pouco a desejar, pois em algumas cenas eles ficam bem artificiais e fica difícil comprar a ideia. Mas em outros, principalmente na reta final, eles tem boas cenas, ou seja, acabam ficando o meio termo. Já William Dafoe vai muito bem como Ryuk, ele tem presença de cena e o seu papel na trama é mais incisivo do que até na obra original, quando o shinigami se limitava a ser um espectador dos fatos. Aqui ele tem um papel mais atuante no desenrolar da história. E Shea Whigham que faz o pai de Light, tem uma atuação interessante também, mas nada demais. Quanto ao L, Lakeith Stanfield faz um  atuação decente dentro das novas perspectivas impostas ao personagem. E visualmente o filme é legal e conta com mortes bem violentas e impactantes.

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Finalizando, o novo filme da Netflix falha em ser uma adaptação, mas como um filme em si e uma nova releitura, acaba resultando em uma obra até que interessante mesmo com alguns erros. Não é uma obra prima nem nada, mas é bacaninha. A trama tem algumas reviravoltas, e consegue levantar a questão do que é a verdadeira justiça, mesmo que em segundo plano. E vale ressaltar que a sua conclusão é muito boa. Sim leitores, o desfecho do filme é bem interessante. É até capaz de quem ver esse filme que não conhece o anime/mangá se interessar e buscar o original para se aprofundar. Então se o espectador se desapegar um pouco do material original, poderá curtir o filme sim, sem a necessidade de escrever os nomes dos envolvidos nesta obra em um Death Note.

E por favor, se você leitor concorda/discorda, deixe sua opinião. Em caso de discordância, não inclua o meu nome também no seu Death Note, em vez disso deixa aí nos comentários. Até a próxima.

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André Betioli
Contador formado e atuante de profissão. Grande fã da cultura pop em geral. Amante da cinema, quadrinhos e animes, e através disso tentando entender um pouco mais da realidade através da ficção. Considero Os Cavaleiros do Zodíaco a melhor coisa já feita pela humanidade.

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