Aquaman – Universo DC Renascimento Volume #1 | Resenha

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Ano: 2016
Título Original: Aquaman Rebirth / Aquaman (1-6)
 Roteiro: Dan Abnett | Arte: Scot Eaton , Brad Walker, Philippe Briones
Avaliação: ★★★★☆(Ótimo)

Aquaman nunca foi personagem que teve grande prestígio ao longo de sua história, muito pelo contrário, ele era taxado e ridicularizado como apenas o cara que falava com os peixes, e muito disto se deve a sua participação durante a antiga serie anima dos Super Amigos. Então sempre que víamos algo relacionado ao personagem era motivo de deboche, tanto que ele foi usado de forma recorrente na série Frango Robô, série de comédia do Cartoon Network. Mas mesmo com essa visão, o personagens teve boas fases como a do roteirista Peter David, que nos anos 90 deu um ar mais sombrio as suas histórias. Mas o Aquaman nunca entrou no coração dos fãs como deveria. Tendo isso como base, essa falta de prestígio, quando iniciou-se Os Novos 52 com a fase de Geoff Johns (que em breve faremos algumas resenhas dos arcos dela) utilizou essa imagem do personagem não reconhecido como ponto de partida e foi muito bem sucedido, pois era uma HQ bem legal de acompanhar e fez com que muitos leitores mudassem sua visão sobre o herói. Neste recomeço, Aquaman Universo DC Renascimento, temos uma abordagem que se aproveita um pouco desses elementos e direciona o herói em um novo engajamento que é bem interessante.

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Neste encadernado da Editora Panini, temos o arco O Afogamento, que tem como foco mostrar a tentativa do herói em unificar os dois mundos aos quais ele pertence: o mundo da Superfície e os Atlantes. Logo de cara o roteirista Dan Abnett nos situa que o herói fica neste impasse pois nenhuma das duas nações aceita a outra, e assim sendo ele não consegue a confiança que quer em nenhuma delas. Na Superfície fica claro que, para as pessoas ele não é herói que as inspira, e que ele não está no mesmo patamar dos outros heróis da Liga. As pessoas o olham com desconfiança e com medo. Muito disto se deve a fatos do passado, ocorridos no arco O Trono de Atlântida (que faz parte da fase de Geoff Johns dentro dos OS Novos 52), onde muitas cidades foram inundadas pelos atlantes. E dentre os Atlantes, muitos deles não o enxergam como o rei de Atlântida, pelo simples fato por ser metade humano e por defender a superfície junto com a Liga. Ou seja, o Aquaman além de todos os problemas que já carrega, ainda tem a desconfiança de ambos os lados. Em resumo: o fardo que Arthur Curry carrega não é pouco.

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Tendo todo este cenário estabelecido é bem legal ver o desenrolar da história, pois essa tentativa de ser um verdadeiro diplomata ao tentar unir os dois mundos rendem alguns momentos interessantes e com diálogos bem construídos, que com certeza deixará o leitor pensando um pouco e pode até fazer com que façamos um paralelo com o nosso mundo de verdade. Vemos que apesar das boas intenções é verdadeiramente complicado alcançar a paz entre os Atlantes/Superfície, assim como na vida real que acompanhamos várias situações de países em conflito constante. E nada apresentado na HQ é gratuito neste sentido, todas as opiniões e pontos de vista são coerentes de acordo com cada personagem, assim tornando o conflito ainda mais real e impactante. No meio desse caos, temos os personagens secundários muito bons como o Arraia Negra , que vem com ainda mais sede de vingança contra Arthur, e sua participação tem impacto e  a conclusão do embate entre os dois é bem intrigante, e promete dar trabalho a Arthur nas próximas edições. Ao falarmos dos personagens, é claro não poderia faltar ela: Mera. Além de fazer um dos melhores casais dos quadrinhos, a relação deles é bem construída há tempos e aqui não é diferente. Mera aliás sempre tem tido papéis importantes dentro das tramas, e aqui há vários momentos de conflitos de ideias postos na mesa entre os dois quanto essa questão de unificação da paz.

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Aquaman – Universo DC Renascimento Volume Nº 1 é um encadernado que vale a leitura, e a edição da Panini está bem legal  e vale o preço (R$ 22,90). O Meta Galáxia recomenda, afinal é uma ótima oportunidade para quem quiser começar a ler quadrinhos e conhecer (e talvez) mudar a imagem de herói de quinta categoria que possa ter acerca do Aquaman, pois aqui podemos ver o seu potencial e ideologia como um verdadeiro herói. A HQ tem um arte bacana, que não é nenhuma obra-prima mas também não compromete. A trama tem um começo talvez um pouco lento, mas o conflito de ideais é bem trabalhado e ponderado, fazendo com que o leitor se questione ao menos algumas vezes, se a paz é algo realmente possível de acontecer ou se é apenas um ideal a ser buscado.

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