Universo DC Renascimento – Edições Mensais #1 |Resenha

Como falamos na postagem anterior, a DC começou o seu Renascimento com um one-shot que foi realmente muito bom e que foi o seu pontapé inicial. Agora vamos as mensais, falando um pouco de cada uma delas. A intenção aqui é falar brevemente sobre cada uma e dizer nossas impressões, se vale a pena a leitura. E antes de mais nada, vale destacar que a Panini que está fazendo as publicações mudou seu formato, extinguindo os “mixes” (que antes por exemplo, Na revista da Liga da Justiça vinham histórias da Liga e também Jovens Titãs e uma outra para completar a edição). No atual formato as revistas vem somente com as histórias que lhe são cabíveis. Batman, vem somente Batman  e assim por diante nos demais títulos. Que ao nosso ver, é uma grande acerto, pois fica próximo do que acontece lá fora, assim dando a oportunidade ai leitor de escolher realmente só o que ele quer ler.

A única diferença da edição gringa para a nossa é que lá fora as edições são quinzenais e aqui mensais, assim a Panini colocou dois números de cada edição original dentro da nossa nacional, ou seja, mais acerto da editora. E só mais um bônus, a Panini também mudou o papel das mensais, deixando-as com LWC, que ajuda a melhorar a qualidade das edições.

Bom chega de enrolação, e vamos aos títulos!

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  • Batman Nº 1

Com roteiros de Tom King e Arte de David Finch. Aqui temos o Morcego salvando Gotham como sempre, mas logo em seguida ele se depara com um situação da qual nem mesmo ele estava esperando e talvez isso exija um grande sacrifício da sua parte. E para ajudar nessa situação, surgem dois novos super seres, que tem super força, e podem voar, denominados Gotham e Gotham Girl. A questão levantada é, O Batman sendo apenas um humano, pode mesmo dar conta da cidade de Gotham? A maneira como isso é mostrada é bem interessante e promete render bons momentos nas próximas edições.

Vale a pena? Sim!

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  • Detective Comics Nº 1

Roteiro de James Tynion IV e arte do brasileiro Eddy Barrows. O foco nessa revista é a Bat-familia, e assim logo de cara temos o Morcego percebendo que alguém está caçando os seus aliados. Como precaução e uma medida de prevenção, ele contacta a Batwoman, para que assim eles treinem e aperfeiçoem os outros aliados, assim formando um time, para se auxiliarem e derrotarem esta tal ameaça. A ideia pode parecer um pouco estranha no início, mas a HQ é boa e a arte é sensacional. A Equipe é liderada pela Batwoman e conta também com o Robin Vermelho, Spoiller, Orfã e por incrível que pareça, o Cara de Barro se junta a equipe.

Vale a pena? Sim!

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  • Mulher Maravilha Nº1

Roteiro de Greg Rucka e arte de Liam Sharpe. Aqui temos a Mulher Maravilha questionando-se quanto a sua própria origem, como se alguma coisa estivesse fora do lugar, e para resolver essa questão ela parte em busca de respostas e assim talvez descobrir que tudo que ela sabia sobre si, pode ter sido uma farsa. A trama é bem conduzida e conta com um arte legal. A edição não é nada espetacular, mas agrada bastante e promete esquentar nas próximas edições.

Vale a pena? Sim!

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  • Action Comics Nº1 

Roteiro de Dan Jurgens e arte de Patrick Zircher. Antes de falar das duas revistas relacionas ao Superman, é preciso situar o leitor da seguinte situação: O Superman apresentado nos Novos 52 está morto. Porém o Superman pós crise , aquele morreu pelas mãos do Apocalipse, está de volta. Parece confuso, mas não é. Mas caso o leitor quiser se aprofundar um pouco mais nessas questões fica a recomendação de dois encadernados da Panini: Superman – Fim dos Dias  e Superman – Lois e Clark. No primeiro mostra o fim do Super dos Novos 52 no segundo um pouco desse Homem de Aço das antigas que voltou. Não são necessariamente obrigatórias para o leitor curtir as novas mensais, mas é interessante caso queira um aprofundamento.

Bom, quanto a mensal da Action Comics temos o que se pode dizer de porradaria de verdade e de peso! Temos aqui um Lex Luthor que quer ocupar o lugar do falecido Superman, mas o “antigo” Homem de Aço não confia nesse Lex, e vai tentar impedi-lo. E o encontro dos dois é bombástico. para piorar a situação, aparecem mais dois personagens que incrementam ainda mais a trama. Pode parecer confusa, sem pé nem cabeça, mas dá pra garantir que junto com a mensal do Superman, que estas são as mais surpreendentes do Renascimento.

Vale a pena? Sim, muito.

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  • Superman º 1

Roteiro de Peter J. Tomasi e arte de Patrcik Gleason. Um detalhe sobre o Superman antigo que voltou, é que ele não veio sozinho, mas sim com uma família. Lois Lane é sua esposa e eles tiveram um filho, Jon. A trama se inicia com Lana Lang visitando o túmulo do Super dos Novos 52, e nisto o Homem de Aço das antigas aparece. E ele narra que já morreu uma vez e relembra a luta com Apocalipse. Essa parte é sensacional e bate uma nostalgia das boas. E na segunda parte temos o lado família explorado, e muito bem por sinal. A ideia do Homem de Aço ter uma família causa uma estranheza no início mas é sem dúvida fascinante. Tomasi sabe como escrever esse drama familiar, desenvolver essa humanização e laços. Junto com Action Comics, são os melhores títulos do Renascimento.

Vale a pena? Sim, bastante!

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  • Lanternas Verdes Nº 1

Nesta revista temos dois títulos, assim tendo quatro edições gringas dentro da revista. Porque aqui são dois títulos relacionados: Lanternas Verdes e Hal Jordan e a Tropa dos Lanternas Verdes.

Lanternas Verdes, Roteiro de Sam Humphries  e arte Robson Rocha. Temos aqui o foco nos novos Lanternans Verdes, Simon Baz  e Jéssica Cruz, apresentados nos Novos 52. Os dois “recrutas” que são como pupilos de Hal Jordan. Os dois ficam como responsáveis pela Terra, já que Hal tem que ir resolver outros assuntos no espaço. Os dois tem que trabalhar juntos  e não se dão bem. Mas cada um tem o seu drama e vamos conhecendo isso aos poucos. Não é nada demais, mas é legal. Tem potencial.

Hal Jordan e a Tropa dos Lanternas Verdes, Roteiro de Robert Venditti e arte de Ethan Van Sciver. Aqui vemos Hal Jordan indo resolver assuntos contra Sinestro, mas antes disso ele precisa se restabelecer como Lanterna. É bem interessante esse plot, com um narrativa bem legal e uma arte de encher os olhos. Pode render coisas boas! O final da HQ é bem legal e fica um ganho interessante pra próxima edição.

Vale a pena? Sim!

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  • Liga da Justiça Nº 1

Roteiro de Bryan Hitch e arte de Tony S. Daniel. Bem, logo de cara dá pra dizer que esse é o título mais fraco desse início. Na trama temos a Liga enfrentando uma ameaça chamada Ceifador. O problema é que tudo é muito genérico, tudo simplista demais. Não é uma HQ ruim, mas é bem abaixo do esperado. É uma trama sem peso  e sem sal. Hitch que vinha fazendo um trabalho interessante em Liga da Justiça da América, aqui dá uma derrapada. Vamos ver se nas próximas edições isso muda, porque essa foi bem fraquinha.

Vale a pena? Olha, depende…

Em breve o Meta Galáxia vai trazer as resenhas das edições Nº 2 do Universo DC Renascimento. Então, fique de olho!

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