Big Mouth – Resenha

big mouth

Resenha da primeira temporada de Big Mouth, da Netflix

Ano: 2017
Título Original: Big Mouth
Produção: Netflix | Nº de Episódios: 10
Avaliação: ★★★★☆ (Ótimo)

Big Mouth é uma daquelas animações que tem tudo para ganhar uns bons anos de carreira e acarretar muitos fãs, como fizeram suas principais inspirações. Com uma mistura de South Park e Family Guy, a Netflix cria sua própria série animada de humor adulto e acerta na medida.

A ideia pode não soar inovadora, mas é bem executada. Criada pelo ator e comediante Nick Kroll (Eu Te Amo, Cara e Sing) e o roteirista Andrew Goldberg (Family Guy, American Dad), a trama apresenta um grupo de pré-adolescentes descobrindo as constrangedoras mudanças que a puberdade traz em seus corpos e, consequentemente, em suas vidas, gerando situações embaraçosas e extremamente hilárias. E, como na maioria das produções da Netflix, o seu grande ponto forte são os personagens.

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A estória gira em torno da dupla de amigos Nick e Andrew – o primeiro, um garoto de doze anos que tem complexo com sua altura, além da boca grande e a ansiedade por entrar na puberdade; o segundo, um típico nerd, completamente desajeitado com garotas e viciado em masturbação. Juntam-se à dupla Jessi, uma garota com problemas com os pais e que também sofre com as transformações de seu corpo; o insano Jay, que aspira ser um grande mágico e faz sexo com objetos; e Missy, uma nerd com distúrbios alimentares.

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Além do elenco principal, cujos personagens são ótimos e carismáticos, roubam a cena os coadjuvantes, que proporcionam os momentos mais hilários e insanos da temporada. Os familiares de Nick, Andrew, Jessi e Jay são um caso à parte, além do treinador Steve – o clássico personagem maluco e aleatório que toda boa animação precisa. Com maior relevância, destacam-se também Maury, O Monstro Hormonal – uma espécie de guru sexual que “orienta” Andrew em sua puberdade – e o canastrão fantasma do pianista Duke Ellington, que assombra a casa de Nick e se torna seu conselheiro.

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Embora algumas piadas sejam repetitivas e por vezes entrem em contexto desnecessário – em alguns momentos há um pouco de exagero com as conotações sexuais, especialmente com Maury – na maior parte do tempo as situações expostas e as boas tiradas são, sem dúvida, perfeitas e suficientes para fazer chorar de rir. O primeiro beijo, primeira menstruação, questionamento de sexualidade e divórcio dos pais são algumas das questões abordadas com muita sagacidade e com “absurdos” muito bons. Vale ressaltar o trabalho de dublagem brasileiro, que está excelente.

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Com potencial de explorar diversas outras situações da adolescência e até mesmo de acompanhar o crescimento de seus personagens, Big Mouth faz seus 10 episódios parecerem muito pouco e tem tudo para ganhar novas temporadas e se tornar mais uma referência no mundo das animações adultas. Queremos mais, Netflix!

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