Everything Sucks! (Netflix) – Resenha

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Everything Sucks! – Resenha da primeira temporada da série original Netflix

Título Original: Everything Sucks!
Ano: 2018
Criação: Ben York Jones e Michael Mohan | Nº de Episódios: 10
Avaliação: ★★★★☆ (Ótimo)

Everything Sucks! foi apenas uma das novidades da Netflix para o mês de fevereiro. Sob a sombra de outras produções como Altered Carbon e The Cloverfield Paradox, a série recebeu pouca atenção quanto à sua chegada.

Isto talvez deva-se a dois pontos: a já famigerada abordagem coming-of-age (produções situadas em outras épocas) e um elenco com rostos basicamente novos, sem grandes nomes. E talvez aos trailers, que deixaram uma impressão de “comédia noventista” um pouco genérica.

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De fato, talvez seja essa a primeira impressão que Everything Sucks! passa. A trama se situa na cidade de Boring (sim, este é o nome e ele é real), no Estado de Oregon, nos EUA, em 1996, apresentando um trio de amigos liderado por Luke (Jahi Di’Allo Winston). Luke e seus amigos são novatos e juntam-se ao clube de audiovisual da escola local, onde conhecem Kate (Peyton Kennedy), a filha do diretor.

Luke logo se aproxima de Kate, e este é o início da mudança de tom que a série passa logo ao fim do primeiro episódio. Luke começa a gostar da garota; Kate, por sua vez, começa a descobrir sua sexualidade, o que passa a ser notado por algumas pessoas. Ao mesmo tempo, o clube de audiovisual entra em atrito com o clube de dramaturgia, trazendo ao elenco principal Oliver (Elijah Stevenson) e Emaline (Sydney Sweeney), sua namorada.

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Everything Sucks! bebe, claro, da fonte da nostalgia e o faz de forma muito eficiente. Neste quesito, pode-se dizer que a série usa um estilo muito parecido ao de Stranger Things no que diz respeito a elementos de caracterização, e também é evidente a inspiração em séries da década como Freaks and Geeks.

Além de referências pontuais como constantes citações a filmes e propagandas comerciais da época, os figurinos e gírias dão todo o tom clássico que a série exige. Mas, de todos estes atributos, a trilha sonora rouba totalmente a cena. De Alanis Morisette a Oasis e Tori Amos, Everything Sucks! dá um show de combinação dramática e música.

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O mais importante, no entanto, é o que difere Everything Sucks! de outras séries deste gênero: uma carga dramática profunda, que se intensifica a cada episódio. A evolução de seus personagens e cenas intensas com diálogos fortes marcam a trama e envolvem o espectador, que passa a torcer por cada um deles.

E, longe de passar por clichês, destaca-se também o fato de ter como protagonistas um garoto negro e uma garota que acredita ser lésbica, ainda mais em uma série situada há duas décadas atrás, recheada de preconceitos e estereótipos.

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Por todos estes pontos, Everything Sucks! é uma grata surpresa da Netflix e consegue equilibrar a diversão de uma comédia escolar nostálgica com um drama existencial adolescente.

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